Se.....
Se eu acordo algumas vezes na noite inquieto,
e se a manhã contigo em ideia me vem despertar,
e se cada um desses momentos, me faz logo pensar em ti....
Em que devo acreditar?
Se....
Se cada segundo, cada minuto, cada hora do dia
são apenas a contagem infinita, que canso de contar....
na ansiedade da tua espera, que vive no meu silêncio..
Em que devo acreditar?
Se....
Se tudo em meu corpo clama por ti, e se diz desejo,
se tudo fôr um abraço, se fôr um beijo que fica por beijar...
e se tudo em mim é agora sonho partilhado contigo,
Em que devo acreditar?
Se....
Se o espaço entre os meus braços fica agora tão vazio,
na ausência do teu corpo, na saudade de te abraçar...
e se sem ti eu me perco e já nem me imagino,
Em que devo acreditar?
Se...
Se nas minhas dores, ou tormentos, pensar em ti me acalma,
se na escuridão és a única luz que sorrindo me vem iluminar...
se viver, sem te ter, é um não fazer sentido....
Em que devo acreditar?
Se....
Se me dizes, talvez com medo, que sou eu que ando baralhado,
quando digo que te amo, e és tu que não queres acreditar....
Se tudo o que sinto, é tão lindo, e me faz estar enganado...
Então, sim, acredito,
que sou eu, que já não sei o que é amar...
Poesia, poemas, contos e prosas. Desabafos e pensamentos, angústias e sentimentos. Um pouco de mim....
Novidade
Brevemente, além de leres poderás ouvir os meus poemas e prosas recitados por mim e com fundo musical.
sábado, 26 de dezembro de 2015
sábado, 19 de dezembro de 2015
O MEU MAR
O meu mar, não é meu....
deste mar sou apenas fiel guardião.
Guardo cada onda que vai e que vem,
como se guardasse em mim também,
o teu corpo na minha solidão.
Deixo nesta areia molhada,
pegadas incertas do meu caminho.
Apenas te quero encontrar...
Porque não sei estar sozinho,
porque este não é o meu mar.
O meu mar és tu, meu amor,
só em ti me sei navegar...
Sou sem ti, uma tela sem cor,
Sou sem ti, uma planta sem flor,
eu sem ti não sei amar.
O meu mar, não é meu....
Apenas o guardo para ti.....
Porque ele me diz que é teu,
a mim, apenas me deu,
saudades de te ter aqui.
No marulhar destas águas,
consigo ouvir tua voz...
Elas acalmam-me as mágoas,
e apenas me falam de nós.
Este azul, brilhando em prata,
onde desenho teu rosto...
Este mar que me maltrata,
quando tua ausência me mata,
e me tira o que mais gosto.
O meu mar, é o nosso mar...
Só ele conhece meu desejo...
É nele que te quero encontrar,
É nele te que te quero abraçar,
e perder-me então no teu beijo.
O meu mar, apenas me diz,
para te esperar em segredo.
No nosso mar eu serei feliz,
porque se algum erro eu fiz,
foi amar-te, amor, sem medo.
deste mar sou apenas fiel guardião.
Guardo cada onda que vai e que vem,
como se guardasse em mim também,
o teu corpo na minha solidão.
Deixo nesta areia molhada,
pegadas incertas do meu caminho.
Apenas te quero encontrar...
Porque não sei estar sozinho,
porque este não é o meu mar.
O meu mar és tu, meu amor,
só em ti me sei navegar...
Sou sem ti, uma tela sem cor,
Sou sem ti, uma planta sem flor,
eu sem ti não sei amar.
O meu mar, não é meu....
Apenas o guardo para ti.....
Porque ele me diz que é teu,
a mim, apenas me deu,
saudades de te ter aqui.
No marulhar destas águas,
consigo ouvir tua voz...
Elas acalmam-me as mágoas,
e apenas me falam de nós.
Este azul, brilhando em prata,
onde desenho teu rosto...
Este mar que me maltrata,
quando tua ausência me mata,
e me tira o que mais gosto.
O meu mar, é o nosso mar...
Só ele conhece meu desejo...
É nele que te quero encontrar,
É nele te que te quero abraçar,
e perder-me então no teu beijo.
O meu mar, apenas me diz,
para te esperar em segredo.
No nosso mar eu serei feliz,
porque se algum erro eu fiz,
foi amar-te, amor, sem medo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
MULHER MENINA, MULHER MÃE
Gosto de ouvir, de te ler na verdade,
Gosto de sentir a tua bondade.
Palavras simples, mas puras,
de quem na vida sofreu....
que chorou as amarguras,
que nunca se escondeu.
Gosto de imaginar teu sorriso...
De perceber teu olhar...
de nada mais eu preciso,
para te saber, para te encontrar.
Ler em ti essa virtude,
de querer vencer a vida.
Esse rasgar a juventude
o não se dar por vencida.
Perder o colo, ficar sozinha,
para te dares a alguém,
Tornares-te mulher, rainha,
por um ser no teu ventre, mulher mãe.
Gosto de sentir o teu jeito...
Jeito de mulher menina
conversa de menina mulher...
Como tino que desatina,
sabendo tão bem o que quer...
Essa forma meiga de ser...
Esse amor que tens para dar...
Essa paixão por viver,
mesmo quando o teu sofrer,
te obriga a tanto lutar.
Assim eu te gosto...
que bom falar contigo...
E assim eu me quero,
para ti sincero, para ti amigo.
O destino nos tira...
Mas o destino nos traz,
pessoas que como tu,
nos dão momentos de paz.
É neste gostar que te sinto...
neste poema a ti me dou...
Eu me perdi, não te minto,
mas o teu ser me encontrou.
Deixa-me levar-te em mim...
nas palavras que possamos escrever.
Seremos apenas, assim,
sempre um principio sem fim,
de um imaculado desejo,
Ah esta vontade não finda,
Serás sempre mulher linda,
pois no que escreves te vejo.
No meu peito te guardarei,
com a mais terna emoção.
Faça a vida o que fizer,
serás sempre uma mulher,
que respeito com admiração,
e enquanto meu corpo puder,
levar-te-á no coração.
Gosto de sentir a tua bondade.
Palavras simples, mas puras,
de quem na vida sofreu....
que chorou as amarguras,
que nunca se escondeu.
Gosto de imaginar teu sorriso...
De perceber teu olhar...
de nada mais eu preciso,
para te saber, para te encontrar.
Ler em ti essa virtude,
de querer vencer a vida.
Esse rasgar a juventude
o não se dar por vencida.
Perder o colo, ficar sozinha,
para te dares a alguém,
Tornares-te mulher, rainha,
por um ser no teu ventre, mulher mãe.
Gosto de sentir o teu jeito...
Jeito de mulher menina
conversa de menina mulher...
Como tino que desatina,
sabendo tão bem o que quer...
Essa forma meiga de ser...
Esse amor que tens para dar...
Essa paixão por viver,
mesmo quando o teu sofrer,
te obriga a tanto lutar.
Assim eu te gosto...
que bom falar contigo...
E assim eu me quero,
para ti sincero, para ti amigo.
O destino nos tira...
Mas o destino nos traz,
pessoas que como tu,
nos dão momentos de paz.
É neste gostar que te sinto...
neste poema a ti me dou...
Eu me perdi, não te minto,
mas o teu ser me encontrou.
Deixa-me levar-te em mim...
nas palavras que possamos escrever.
Seremos apenas, assim,
sempre um principio sem fim,
de um imaculado desejo,
Ah esta vontade não finda,
Serás sempre mulher linda,
pois no que escreves te vejo.
No meu peito te guardarei,
com a mais terna emoção.
Faça a vida o que fizer,
serás sempre uma mulher,
que respeito com admiração,
e enquanto meu corpo puder,
levar-te-á no coração.
MÂE BRINQUEDO (dedicado a Bia Barreto)
Ei, tu aí menino,
vem cá não tenhas medo...
Deixa-me contar-te um segredo...
Sabes, meu pequenino,
tu tens sorte porque o destino,
a ti muito te quis dar.
Tens bolas, bicicleta,
carros e trotineta,
tanta coisa para brincar....
Fico feliz por ti,
porque a vida te sorri...
mas conheço outro menino,
que não pára de chorar.
Porque é que ele chora?
Da tristeza de não ter,
o que tu tens demais...
Ele aprendeu a fazer,
brinquedos de coisas banais.
Os paus, as pedras, a rua,
são para ele especiais.
E como ele, outros conheço,
vivendo dessa maneira
em que tudo é recomeço,
tudo serve para brincadeira.
Por isso quero falar contigo.
Preciso da tua ajuda...
Quero de ti um gesto amigo,
que sendo pouco, muito muda.
escolhe um brinquedo teu antigo,
com que já não queiras brincar,
e embrulha como presente.
para a outro menino dar.
Verás como fica contente,
quando o desembrulhar.
fosse assim com toda a gente,
não haviam meninos a chorar.
E se disseres a mais meninos,
para o fazerem também?
Pede ajuda ao pai, à mãe...
E no fim juntos teremos,
muitos brinquedos para dar.
Não achas que vai ser giro?
Não vale a pena tentar?
- Tens razão, senhora,
é isso que eu vou fazer....
diz-me apenas teu nome,
de ti não me vou esquecer.
O meu nome não interessa,
guarda apenas nosso segredo,
Tu serás o meu menino
eu serei a Mãe Brinquedo.
vem cá não tenhas medo...
Deixa-me contar-te um segredo...
Sabes, meu pequenino,
tu tens sorte porque o destino,
a ti muito te quis dar.
Tens bolas, bicicleta,
carros e trotineta,
tanta coisa para brincar....
Fico feliz por ti,
porque a vida te sorri...
mas conheço outro menino,
que não pára de chorar.
Porque é que ele chora?
Da tristeza de não ter,
o que tu tens demais...
Ele aprendeu a fazer,
brinquedos de coisas banais.
Os paus, as pedras, a rua,
são para ele especiais.
E como ele, outros conheço,
vivendo dessa maneira
em que tudo é recomeço,
tudo serve para brincadeira.
Por isso quero falar contigo.
Preciso da tua ajuda...
Quero de ti um gesto amigo,
que sendo pouco, muito muda.
escolhe um brinquedo teu antigo,
com que já não queiras brincar,
e embrulha como presente.
para a outro menino dar.
Verás como fica contente,
quando o desembrulhar.
fosse assim com toda a gente,
não haviam meninos a chorar.
E se disseres a mais meninos,
para o fazerem também?
Pede ajuda ao pai, à mãe...
E no fim juntos teremos,
muitos brinquedos para dar.
Não achas que vai ser giro?
Não vale a pena tentar?
- Tens razão, senhora,
é isso que eu vou fazer....
diz-me apenas teu nome,
de ti não me vou esquecer.
O meu nome não interessa,
guarda apenas nosso segredo,
Tu serás o meu menino
eu serei a Mãe Brinquedo.
EM TEU NOME....
Morre-me o tempo quando não te vejo....
A manhã fica cinzenta e o sol não brilha.
Rasgam-se em mim saudades de um beijo,
Tanto sonho que se fica no meu desejo,
A vontade eterna de uma total partilha.
Anoitecer sem ti já não faz sentido,
Luas vadias num céu sem estrelas.
Eu sinto-me no meio da noite perdido
Xadrez onde sou rei vencido
Amarras que não sei prendê-las
Não me encontro onde me percorri,
Dei-te de mim um amor sem tamanho
Revolta constante de estar sem ti
Amanhecer é triste porque não te tenho
Dá-me então um pouco do teu sorriso.
Um breve suspiro para eu respirar...
A minha cama está fria sem o teu calor.
Ri comigo, é só o que eu preciso
Traz contigo o que me faz completar
E dá-te desprendida ao meu amor.
Saberei agora eu viver sem ti?
Inda que seja tão pouco o que me dás?....
Levo comigo a calada dor da tristeza,
Volto e sei, ainda com maior certeza
A falta que a tua presença me faz.
A manhã fica cinzenta e o sol não brilha.
Rasgam-se em mim saudades de um beijo,
Tanto sonho que se fica no meu desejo,
A vontade eterna de uma total partilha.
Anoitecer sem ti já não faz sentido,
Luas vadias num céu sem estrelas.
Eu sinto-me no meio da noite perdido
Xadrez onde sou rei vencido
Amarras que não sei prendê-las
Não me encontro onde me percorri,
Dei-te de mim um amor sem tamanho
Revolta constante de estar sem ti
Amanhecer é triste porque não te tenho
Dá-me então um pouco do teu sorriso.
Um breve suspiro para eu respirar...
A minha cama está fria sem o teu calor.
Ri comigo, é só o que eu preciso
Traz contigo o que me faz completar
E dá-te desprendida ao meu amor.
Saberei agora eu viver sem ti?
Inda que seja tão pouco o que me dás?....
Levo comigo a calada dor da tristeza,
Volto e sei, ainda com maior certeza
A falta que a tua presença me faz.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
CANSAÇO
Ando escondendo que estou triste,
parecendo aos outros tão forte.
Mas dentro de mim só existe,
Um desejo tão grande de morte.
Tento olhar para o meu futuro,
Tento encontrar a esperança.....
Mas de bom já eu nada auguro,
só tempestade sem bonança.
É um cansaço de estar vivo,
Este peso de tanta bagagem...
Já não encontro um motivo,
para seguir esta viagem.
Tenho no corpo tantas feridas,
que não páram de sangrar.
Tantas dores, de tantas vidas,
que eu vivi sem desejar.
Agarro-me a um frágil fio,
que me leve a um novo amor.
Mas de mim próprio me rio,
pois é planta sem dar flor.
Sou assim para toda a gente,
Um grande exemplo de coragem.
Só eu sei como se sente,
o meu corpo em passagem.
É tão dúbio meu pensamento,
que ainda por vezes me diz,
Que se aguentar o tormento,
poderei ainda ser feliz.
Mas carregar nas minhas costas,
esse fardo triste dum passado.
Faz com que fiquem expostas,
memórias que eu tinha guardado.
Brevemente chegará então a hora,
um momento para decidir.
Se realmente me vou embora,
ou se desistirei de partir.
Estou cansado, já não quero,
adormecer apenas para acordar.
Eu só me sei ser sincero,
não quero viver sem amar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
SOU, MEU GRITO
Sim, eu sei,
que tudo aquilo que hoje eu sou,
é uma pálida semelhança do que fui outrora.
Em tempos fui vida,
hoje sou apenas breves minutos,
que se perdem numa hora.
Sou incerteza em dúvidas,
sou as razões da certeza,
Sou o reencontro da paz,
numa profunda tristeza.
Sou um saber inquieto,
de quanto mais eu me saiba,
cada vez menos me sei.
Sou como casa sem teto,
que não cheguei a ser lar,
donde saí mal entrei.
Assim me aceito...
sem saber se me quero....
Sou dor calada no peito,
que doendo já nem tem jeito,
de me negar ser sincero.
Já nem choro...
Mas também não imploro...
Sou apenas da soma resultado,
um valor acrescentado,
a tudo o mais que já vivi.
Sou a luz apagada,
dos momentos em que sofri,
sou trilhar da nova estrada,
que a bem ou mal eu segui.
Sou talvez eu, talvez tão pouco,
sou a feliz lucidez,
na cabeça de um louco.
Sou o meu sentir....
Sou o meu estar......
Sou o partir, sou o ficar....
Olho as mãos, nada tenho,
excepto marcas do cansaço...
Cicatrizes de cada passo...
Contudo, abro meu corpo,
e ao futuro eu me estendo....
Pois não me nego,
não me arrependo.
Sou a calma ironia,
do que não sei esquecer.
sou a espera dum novo dia,
Quando meu corpo em orgia
dentro de mim renascer.
Sou mil vezes sofrimento,
Uma corda cheia de nós....
Sou fé calando o tormento,
soltando de novo ao vento,
Meu grito solto na voz.
que tudo aquilo que hoje eu sou,
é uma pálida semelhança do que fui outrora.
Em tempos fui vida,
hoje sou apenas breves minutos,
que se perdem numa hora.
Sou incerteza em dúvidas,
sou as razões da certeza,
Sou o reencontro da paz,
numa profunda tristeza.
Sou um saber inquieto,
de quanto mais eu me saiba,
cada vez menos me sei.
Sou como casa sem teto,
que não cheguei a ser lar,
donde saí mal entrei.
Assim me aceito...
sem saber se me quero....
Sou dor calada no peito,
que doendo já nem tem jeito,
de me negar ser sincero.
Já nem choro...
Mas também não imploro...
Sou apenas da soma resultado,
um valor acrescentado,
a tudo o mais que já vivi.
Sou a luz apagada,
dos momentos em que sofri,
sou trilhar da nova estrada,
que a bem ou mal eu segui.
Sou talvez eu, talvez tão pouco,
sou a feliz lucidez,
na cabeça de um louco.
Sou o meu sentir....
Sou o meu estar......
Sou o partir, sou o ficar....
Olho as mãos, nada tenho,
excepto marcas do cansaço...
Cicatrizes de cada passo...
Contudo, abro meu corpo,
e ao futuro eu me estendo....
Pois não me nego,
não me arrependo.
Sou a calma ironia,
do que não sei esquecer.
sou a espera dum novo dia,
Quando meu corpo em orgia
dentro de mim renascer.
Sou mil vezes sofrimento,
Uma corda cheia de nós....
Sou fé calando o tormento,
soltando de novo ao vento,
Meu grito solto na voz.
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