Ei, tu aí menino,
vem cá não tenhas medo...
Deixa-me contar-te um segredo...
Sabes, meu pequenino,
tu tens sorte porque o destino,
a ti muito te quis dar.
Tens bolas, bicicleta,
carros e trotineta,
tanta coisa para brincar....
Fico feliz por ti,
porque a vida te sorri...
mas conheço outro menino,
que não pára de chorar.
Porque é que ele chora?
Da tristeza de não ter,
o que tu tens demais...
Ele aprendeu a fazer,
brinquedos de coisas banais.
Os paus, as pedras, a rua,
são para ele especiais.
E como ele, outros conheço,
vivendo dessa maneira
em que tudo é recomeço,
tudo serve para brincadeira.
Por isso quero falar contigo.
Preciso da tua ajuda...
Quero de ti um gesto amigo,
que sendo pouco, muito muda.
escolhe um brinquedo teu antigo,
com que já não queiras brincar,
e embrulha como presente.
para a outro menino dar.
Verás como fica contente,
quando o desembrulhar.
fosse assim com toda a gente,
não haviam meninos a chorar.
E se disseres a mais meninos,
para o fazerem também?
Pede ajuda ao pai, à mãe...
E no fim juntos teremos,
muitos brinquedos para dar.
Não achas que vai ser giro?
Não vale a pena tentar?
- Tens razão, senhora,
é isso que eu vou fazer....
diz-me apenas teu nome,
de ti não me vou esquecer.
O meu nome não interessa,
guarda apenas nosso segredo,
Tu serás o meu menino
eu serei a Mãe Brinquedo.
Poesia, poemas, contos e prosas. Desabafos e pensamentos, angústias e sentimentos. Um pouco de mim....
Novidade
Brevemente, além de leres poderás ouvir os meus poemas e prosas recitados por mim e com fundo musical.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
EM TEU NOME....
Morre-me o tempo quando não te vejo....
A manhã fica cinzenta e o sol não brilha.
Rasgam-se em mim saudades de um beijo,
Tanto sonho que se fica no meu desejo,
A vontade eterna de uma total partilha.
Anoitecer sem ti já não faz sentido,
Luas vadias num céu sem estrelas.
Eu sinto-me no meio da noite perdido
Xadrez onde sou rei vencido
Amarras que não sei prendê-las
Não me encontro onde me percorri,
Dei-te de mim um amor sem tamanho
Revolta constante de estar sem ti
Amanhecer é triste porque não te tenho
Dá-me então um pouco do teu sorriso.
Um breve suspiro para eu respirar...
A minha cama está fria sem o teu calor.
Ri comigo, é só o que eu preciso
Traz contigo o que me faz completar
E dá-te desprendida ao meu amor.
Saberei agora eu viver sem ti?
Inda que seja tão pouco o que me dás?....
Levo comigo a calada dor da tristeza,
Volto e sei, ainda com maior certeza
A falta que a tua presença me faz.
A manhã fica cinzenta e o sol não brilha.
Rasgam-se em mim saudades de um beijo,
Tanto sonho que se fica no meu desejo,
A vontade eterna de uma total partilha.
Anoitecer sem ti já não faz sentido,
Luas vadias num céu sem estrelas.
Eu sinto-me no meio da noite perdido
Xadrez onde sou rei vencido
Amarras que não sei prendê-las
Não me encontro onde me percorri,
Dei-te de mim um amor sem tamanho
Revolta constante de estar sem ti
Amanhecer é triste porque não te tenho
Dá-me então um pouco do teu sorriso.
Um breve suspiro para eu respirar...
A minha cama está fria sem o teu calor.
Ri comigo, é só o que eu preciso
Traz contigo o que me faz completar
E dá-te desprendida ao meu amor.
Saberei agora eu viver sem ti?
Inda que seja tão pouco o que me dás?....
Levo comigo a calada dor da tristeza,
Volto e sei, ainda com maior certeza
A falta que a tua presença me faz.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
CANSAÇO
Ando escondendo que estou triste,
parecendo aos outros tão forte.
Mas dentro de mim só existe,
Um desejo tão grande de morte.
Tento olhar para o meu futuro,
Tento encontrar a esperança.....
Mas de bom já eu nada auguro,
só tempestade sem bonança.
É um cansaço de estar vivo,
Este peso de tanta bagagem...
Já não encontro um motivo,
para seguir esta viagem.
Tenho no corpo tantas feridas,
que não páram de sangrar.
Tantas dores, de tantas vidas,
que eu vivi sem desejar.
Agarro-me a um frágil fio,
que me leve a um novo amor.
Mas de mim próprio me rio,
pois é planta sem dar flor.
Sou assim para toda a gente,
Um grande exemplo de coragem.
Só eu sei como se sente,
o meu corpo em passagem.
É tão dúbio meu pensamento,
que ainda por vezes me diz,
Que se aguentar o tormento,
poderei ainda ser feliz.
Mas carregar nas minhas costas,
esse fardo triste dum passado.
Faz com que fiquem expostas,
memórias que eu tinha guardado.
Brevemente chegará então a hora,
um momento para decidir.
Se realmente me vou embora,
ou se desistirei de partir.
Estou cansado, já não quero,
adormecer apenas para acordar.
Eu só me sei ser sincero,
não quero viver sem amar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
SOU, MEU GRITO
Sim, eu sei,
que tudo aquilo que hoje eu sou,
é uma pálida semelhança do que fui outrora.
Em tempos fui vida,
hoje sou apenas breves minutos,
que se perdem numa hora.
Sou incerteza em dúvidas,
sou as razões da certeza,
Sou o reencontro da paz,
numa profunda tristeza.
Sou um saber inquieto,
de quanto mais eu me saiba,
cada vez menos me sei.
Sou como casa sem teto,
que não cheguei a ser lar,
donde saí mal entrei.
Assim me aceito...
sem saber se me quero....
Sou dor calada no peito,
que doendo já nem tem jeito,
de me negar ser sincero.
Já nem choro...
Mas também não imploro...
Sou apenas da soma resultado,
um valor acrescentado,
a tudo o mais que já vivi.
Sou a luz apagada,
dos momentos em que sofri,
sou trilhar da nova estrada,
que a bem ou mal eu segui.
Sou talvez eu, talvez tão pouco,
sou a feliz lucidez,
na cabeça de um louco.
Sou o meu sentir....
Sou o meu estar......
Sou o partir, sou o ficar....
Olho as mãos, nada tenho,
excepto marcas do cansaço...
Cicatrizes de cada passo...
Contudo, abro meu corpo,
e ao futuro eu me estendo....
Pois não me nego,
não me arrependo.
Sou a calma ironia,
do que não sei esquecer.
sou a espera dum novo dia,
Quando meu corpo em orgia
dentro de mim renascer.
Sou mil vezes sofrimento,
Uma corda cheia de nós....
Sou fé calando o tormento,
soltando de novo ao vento,
Meu grito solto na voz.
que tudo aquilo que hoje eu sou,
é uma pálida semelhança do que fui outrora.
Em tempos fui vida,
hoje sou apenas breves minutos,
que se perdem numa hora.
Sou incerteza em dúvidas,
sou as razões da certeza,
Sou o reencontro da paz,
numa profunda tristeza.
Sou um saber inquieto,
de quanto mais eu me saiba,
cada vez menos me sei.
Sou como casa sem teto,
que não cheguei a ser lar,
donde saí mal entrei.
Assim me aceito...
sem saber se me quero....
Sou dor calada no peito,
que doendo já nem tem jeito,
de me negar ser sincero.
Já nem choro...
Mas também não imploro...
Sou apenas da soma resultado,
um valor acrescentado,
a tudo o mais que já vivi.
Sou a luz apagada,
dos momentos em que sofri,
sou trilhar da nova estrada,
que a bem ou mal eu segui.
Sou talvez eu, talvez tão pouco,
sou a feliz lucidez,
na cabeça de um louco.
Sou o meu sentir....
Sou o meu estar......
Sou o partir, sou o ficar....
Olho as mãos, nada tenho,
excepto marcas do cansaço...
Cicatrizes de cada passo...
Contudo, abro meu corpo,
e ao futuro eu me estendo....
Pois não me nego,
não me arrependo.
Sou a calma ironia,
do que não sei esquecer.
sou a espera dum novo dia,
Quando meu corpo em orgia
dentro de mim renascer.
Sou mil vezes sofrimento,
Uma corda cheia de nós....
Sou fé calando o tormento,
soltando de novo ao vento,
Meu grito solto na voz.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
VEM, QUE EU SOU ESPERA
Vem,
Que os meus braços abertos esperando por ti,
São como troncos despidos e tristes
de árvore que aguarda silenciosamente a Primavera.
Porque o meu corpo gela, frio,
neste abraço tão vazio,
dum beijo que desespera.
Vem,
Que o relógio do meu tempo ficou parado,
na angústia incerta do teu chegar,
procurando a tua presença em retrocesso.
Porque a boca já se cala,
o corpo não sente nem fala,
na ânsia do teu regresso.
Vem,
Que as minhas mãos estão vazias e perdidas
como aves que voam sem certo destino,
em voo peregrino de promessa de viagem.
Porque tudo em mim me impele,
em querer sentir tua pele,
em desenhar tua imagem.
Vem,
Que o meu grito saudoso não me sai em voz,
mas rasga-me o peito dorido,
onde quero o teu rosto num suave adormecer.
Porque não tenho existência,
sou página em branco na tua ausência
poema calado que não se sabe escrever.
Vem,
Que eu sou como um rio correndo num leito,
numa pressa incansável obsessiva
de tão simplesmente em ti eu querer chegar.
Porque não me sei fingir,
e me quero apenas fundir,
deixar de ser rio entrando em teu mar.
Vem,
Que eu sou porta entreaberta na espera feliz,
numa saudade gritante calada,
que entres de vez em mim e tranques a porta.
Porque tudo em mim, nesta hora
te pede que venhas e não vás embora,
porque o resto do mundo já não importa.
Que os meus braços abertos esperando por ti,
São como troncos despidos e tristes
de árvore que aguarda silenciosamente a Primavera.
Porque o meu corpo gela, frio,
neste abraço tão vazio,
dum beijo que desespera.
Vem,
Que o relógio do meu tempo ficou parado,
na angústia incerta do teu chegar,
procurando a tua presença em retrocesso.
Porque a boca já se cala,
o corpo não sente nem fala,
na ânsia do teu regresso.
Vem,
Que as minhas mãos estão vazias e perdidas
como aves que voam sem certo destino,
em voo peregrino de promessa de viagem.
Porque tudo em mim me impele,
em querer sentir tua pele,
em desenhar tua imagem.
Vem,
Que o meu grito saudoso não me sai em voz,
mas rasga-me o peito dorido,
onde quero o teu rosto num suave adormecer.
Porque não tenho existência,
sou página em branco na tua ausência
poema calado que não se sabe escrever.
Vem,
Que eu sou como um rio correndo num leito,
numa pressa incansável obsessiva
de tão simplesmente em ti eu querer chegar.
Porque não me sei fingir,
e me quero apenas fundir,
deixar de ser rio entrando em teu mar.
Vem,
Que eu sou porta entreaberta na espera feliz,
numa saudade gritante calada,
que entres de vez em mim e tranques a porta.
Porque tudo em mim, nesta hora
te pede que venhas e não vás embora,
porque o resto do mundo já não importa.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
EU NÃO ME CANSO DE TE AMAR
(Tema de canção)
Eu não me canso, nunca de esperar por ti
porque por ti, vale sempre a pena esperar
Porque tu és o mais lindo sonho que eu vivi
és o melhor que alguma vez eu já senti,
esperarei por um só segundo para te amar.
Eu não me canso de dizer quanto te amo,
Digo mil vezes e parece sempre pouco.
Porque é teu nome, que no meu silêncio chamo
É o teu corpo que no meu frio sempre reclamo
Mesmo que penses que eu sou um homem louco
Eu não me canso, nem um minuto sequer
de pensar em ti e de te querer a toda a hora
porque tu és o meu sonho de mulher,
se não te tiver, então meu coração chora.
Eu não me canso de te ouvir sempre a falar
de olhar teu rosto e de ver o teu sorriso
Porque tu és a razão certa do meu ficar,
És o amor que eu mais quero amar,
pois tu és tudo o que eu preciso
Eu não me canso de esperar eternamente
por um pedaço do teu amor do teu carinho
Porque tu és o meu mais lindo presente
tu és constante em minha mente
tu és a luz do meu caminho
Eu não me canso, nem um minuto sequer
de pensar em ti e de te querer a toda a hora
porque tu és o meu sonho de mulher,
se não te tiver, então meu coração chora.
Eu não me canso de te amar minha querida
Vive em meu peito este amor que é tão bonito
Porque se tu me obrigares à despedida,
estarás então a roubar-me a própria vida,
mas este amor por ti será infinito.
Eu não me canso, nunca de esperar por ti
porque por ti, vale sempre a pena esperar
Porque tu és o mais lindo sonho que eu vivi
és o melhor que alguma vez eu já senti,
esperarei por um só segundo para te amar.
Eu não me canso de dizer quanto te amo,
Digo mil vezes e parece sempre pouco.
Porque é teu nome, que no meu silêncio chamo
É o teu corpo que no meu frio sempre reclamo
Mesmo que penses que eu sou um homem louco
Eu não me canso, nem um minuto sequer
de pensar em ti e de te querer a toda a hora
porque tu és o meu sonho de mulher,
se não te tiver, então meu coração chora.
Eu não me canso de te ouvir sempre a falar
de olhar teu rosto e de ver o teu sorriso
Porque tu és a razão certa do meu ficar,
És o amor que eu mais quero amar,
pois tu és tudo o que eu preciso
Eu não me canso de esperar eternamente
por um pedaço do teu amor do teu carinho
Porque tu és o meu mais lindo presente
tu és constante em minha mente
tu és a luz do meu caminho
Eu não me canso, nem um minuto sequer
de pensar em ti e de te querer a toda a hora
porque tu és o meu sonho de mulher,
se não te tiver, então meu coração chora.
Eu não me canso de te amar minha querida
Vive em meu peito este amor que é tão bonito
Porque se tu me obrigares à despedida,
estarás então a roubar-me a própria vida,
mas este amor por ti será infinito.
domingo, 6 de dezembro de 2015
EU E TU
(Tema para canção)
Eu e tu,
somos principio de um amor que não tem fim
Eu sou tua metade, tu és metade de mim
somos atores de uma história do nosso destino
Eu e tu
Somos um mundo de palavras sem segredos
Eu sei os teus receios, tu sabes os meus medos
somos duas almas unidas num corpo peregrino.
Eu e tu
somos o vento forte nos mares dum oceano,
tu és a música e eu sou o teu piano
somos romance de um livro ainda por escrever.
Eu e tu
somos o dia que volta sempre ao despertar,
Tu és manhã e eu sou a tarde, para te amar
Somos o sonho que nos abriga ao anoitecer.
Eu e tu
somos o brilho num olhar cheio de esperança
Tu és a luz eu sou o palco da tua dança
Somos os lábios murmurando um longo beijo
Eu e tu
somos pedaços nesses braços da saudade
Tu és meu sonho eu sou a tua realidade
Somos segredos de dois corpos em desejo
Eu e tu
seremos sempre nossa eterna fantasia
Tu serás meu canto eu serei tua poesia
Seremos sempre um adiar para depois
Eu e tu
seremos sempre dos amores o mais sublime
serás pecado eu o perdão que te redime
nada seremos se não formos sempre os dois.
Eu e tu,
somos principio de um amor que não tem fim
Eu sou tua metade, tu és metade de mim
somos atores de uma história do nosso destino
Eu e tu
Somos um mundo de palavras sem segredos
Eu sei os teus receios, tu sabes os meus medos
somos duas almas unidas num corpo peregrino.
Eu e tu
somos o vento forte nos mares dum oceano,
tu és a música e eu sou o teu piano
somos romance de um livro ainda por escrever.
Eu e tu
somos o dia que volta sempre ao despertar,
Tu és manhã e eu sou a tarde, para te amar
Somos o sonho que nos abriga ao anoitecer.
Eu e tu
somos o brilho num olhar cheio de esperança
Tu és a luz eu sou o palco da tua dança
Somos os lábios murmurando um longo beijo
Eu e tu
somos pedaços nesses braços da saudade
Tu és meu sonho eu sou a tua realidade
Somos segredos de dois corpos em desejo
Eu e tu
seremos sempre nossa eterna fantasia
Tu serás meu canto eu serei tua poesia
Seremos sempre um adiar para depois
Eu e tu
seremos sempre dos amores o mais sublime
serás pecado eu o perdão que te redime
nada seremos se não formos sempre os dois.
Subscrever:
Mensagens (Atom)