Novidade

Brevemente, além de leres poderás ouvir os meus poemas e prosas recitados por mim e com fundo musical.

sábado, 21 de novembro de 2015

BOM DIA, MEU AMOR....

Deixa-me dar-te um suave beijo em teu rosto,
Deixa-me sentir-me o sol do teu despertar.
Olho-te sorrindo, estás dormindo, como gosto,
de te ver assim, só para mim, ao acordar.

Deixa-me acariciar teu lindo corpo despido,
Deixa-me com os dedos percorrer tua pele.
Algo me diz, que estás feliz, num amar renascido,
e eu fico louco, sabendo-me a pouco, meu doce mel.

Deixa-me vestir teu corpo sedutor de beijos,
Deixa-me embalar-te em caricias no teu dormir.
No meu abraço, adormeceste o cansaço, e os desejos
que saciamos a dois, momentos depois, voltam a vir.

Deixa-me dar-te uma rosa no café da manhã,
Deixa-me dizer que te amo no teu primeiro olhar.
Como se o dia, fosse pura magia, e o amanhã,
Fosse a vida eterna, nesta forma terna, de tanto amar.

Deixa-me parar o tempo estando a teu lado,
Deixa-me ficar sentindo o teu excitante calor.
Sinto que abraçar-te,  sinto que amar-te, é o meu fado
E nessa alegria, dizer-te bom dia, meu grande amor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

BREVE AMAR ETERNAMENTE

O sol já fugia, terminava o dia,
num copo de vinho e num cigarro,
esperei o teu chegar.
Como é tão grande essa alegria,
de te ver sempre voltar.
Para te aliviar do cansaço,
envolvi-te num abraço,
e assim ficámos, em silêncio,
escutando o luar.
O teu corpo e o meu corpo,
num só corpo unido,
sussurrei-te então ao ouvido,
a dor da minha saudade,
Falei-te de amor,
da minha vontade,
da loucura do meu desejo....
E calei-me num longo beijo,
no calor da tua boca,
como se a vida inteira,
de repente fosse tão pouca,
para te dizer o que sinto,
este amor que por ti tenho,
que me enreda num labirinto,
num sentimento sem tamanho.
E da loucura do beijo,
que parecia não findar,
foi maior ainda o desejo,
e não soubemos parar.
O teu corpo se entregava,
no meu corpo acesa a chama,
o nosso amor se deitava
nos lençois de nossa cama.
Beijei-te então loucamente,
teu corpo inteiro percorri,
como que à procura de ti,
numa ânsia que impele,
tão suave a tua pele,
tão quente o teu suor,
E ao encher-te de carinho
ia dizendo-te baixinho,
mil palavras de amor.
E mais um beijo, mais um sorriso,
e o teu olhar que eu preciso,
para me sentir teu herói,
as tuas mãos me curavam,
duma dor que já não dói.
Num respirar ofegante,
sem nada conseguir dizer
tu amada, eu amante,
voámos a um mundo distante,
tão intenso de prazer.....
Na explosão dos sentidos,
nossos corpos extasiados,
libertaram-se em gemidos,
e depois, já cansados,
olhámo-nos sorrindo,
e em risos abraçados,
adorei ver o teu jeito,
o teu rosto, já colado,
deitado sobre o meu peito...
Deixei-me ficar assim,
como era lindo te ver...
tão calma, tão tranquila
tão feliz a adormecer.
Nessa pura felicidade,
de nós dois e mais ninguém,
Meu amor, minha verdade,
mais do que minha metade,
meu corpo sem ansiedade,
lá adormeceu também.
Passou a noite, nascia o dia,
já vinha o sol a chegar...
E o meu corpo acordava
sem o teu aconchegar....
Perguntei-me então por ti.....
Queria-te no meu despertar....
Foi então que eu percebi,
que a razão de não estares ali,
tinha a ver com o meu sonhar.....
mas tão lindo foi o meu sonho
que eu nem queria acreditar...
E sorri, na breve tristeza,
no aceitar da razão.
Para haver tanta beleza,
meu sonho tem de certeza
muito amor, muita paixão.
Quero dormir novamente...
Para continuar sonhando....
Porque o meu cérebro não mente...
e se é isto que ele sente,
quero amar-te eternamente
e num sonho, te vou amando.
 

NO PREÂMBULO DO MEU SEGREDO

Sei que quero, mas sem certeza
Resolver em mim esta contradição...
De querer dizer, o que não digo,
de querer partir, mas não consigo,
de ser real, nesta ilusão.

Como calo este meu medo?
Como posso eu me disfarçar?
Sou de mim, meio pedaço,
implorando por um abraço,
ao qual não me posso dar.

Controlo os meus sentidos,
deambulo no pensamento.
Lágrimas que já não choram,
em dores que já me ignoram,
rindo do meu tormento.

Escondo de mim o que eu sou,
Receio-me de o voltar a ser.
Num breve momento me entrego,
noutro seguinte eu me nego,
mas não me evito sofrer.

Como disfarço quem sou?
Como apaziguo esta dor?
Se eu só sei viver amando,
Para quê estar disfarçando,
que não preciso de amor?

Mas quanto mais eu me der,
 a esse amor que eu preciso...
Mais eu sentirei em mim,
que essa procura sem fim
não me dará um sorriso.

Não me exprimo nas palavras,
a imensidão do meu desejo.
São eternos sonhos adiados,
que só poderão ser saciados,
com a ternura de um beijo.

Já nem sequer eu me sinto,
por não me querer deixar sentir.
Vou tentando ser indiferente,
mas sou fraco, e de repente,
me retraio e me deixo ir.

Não quero de novo amar,
andar sonhando com medo.
Para não ficar mais ferido,
prefiro viver escondido,
no preâmbulo do meu segredo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

NAS ASAS DO MEU QUERER

Voei,
como um pássaro perdido,
magoado e ferido,
sem saber o seu rumo.
Voei,
passei vales e montes,
cruzei horizontes,
como telas de fumo.

Voei,
Naveguei mares sozinho,
tão longe do ninho,
que me viu nascer.
Voei,
e quantas vezes cansado,
só o céu estrelado,
me viu renascer.

Voei,
Conheci mundos e povos,
pelos caminhos novos,
que sempre percorri.
Voei,
e em cada voo que eu fiz,
arrisquei ser feliz,
mas sempre perdi.

Voei,
mesmo com asas molhadas,
de lágrimas cansadas,
de tanto voar.
Voei,
Apesar dos momentos,
em que os sofrimentos,
me quiseram parar.

Voei,
Tantas vezes à sorte,
renegando essa morte,
ou a derrota final.
Voei,
E num cinzento tristonho,
pintei cores de sonho,
na minha tela banal.

Voei,
E voando fui indo,
nesse sonho tão lindo,
de encontrar o prazer.
Voei,
Novamente vou embora,
parto de novo agora,
nas asas do meu querer.

A GUERREIRA

Ao despertar, vestes esse trajar, que te assenta tão bem.
E sais confiante, para a batalha errante, de mais um dia.
Desbravas caminhos, rasgas pergaminhos, na certeza porém,
que na luta da vida, sendo destemida, ninguém te vencia.

E puxas da espada, segues pela estrada, ninguém te intimida.
E em cada momento, há sempre um argumento, pronto a dizer.
Em cada norma, encontras a forma, de lutar pela vida,
mas vais esquecendo, que enquanto vivendo, te deixas morrer.

Mulher decidida, mulher construída, na sua armadura.
Tentando parecer, que não tens sofrer, que ninguém te magoa.
Mulher guerreira, que á sua maneira, se mostra tão dura
mulher que vence, mas não convence, que nada lhe doa.

E ao fim da jornada, embainhas a espada, batalha vencida.
No caminho singelo, retomas ao castelo, para pernoitar.
No quarto calado, o silêncio ao lado, de tudo despida
mulher guerreira, és a prisioneira, do teu desvendar.

A lágrima escondida, de dores sofrida, que a vida te deu.
Os receios e medos, e tantos segredos, tudo bem guardado.
Mulher carente, que quer ser gente, mas que se escondeu,
das coisas do amor, para não sentir a dor, que sentiu no passado.

E na noite calada, calma e deitada, adormece a pensar
Nessa ambiguidade, nem sabe na verdade, afinal o que quer
Porque a mulher guerreira, não sendo verdadeira, tem de lutar
mas não sabe esquecer, que apenas quer ser, uma simples mulher.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A DISTÂNCIA .....

Estavas longe, eu queria-te perto
queria-te bem juntinha a mim.....
Queria ver o teu olhar,
queria sentir e tocar,
e ficar para sempre assim.

Estavas longe, eu sentia-te perto
como se falasses ao meu ouvido...
E como era bom ouvir,
e deixar de me sentir
um homem errante e perdido.

Estavas longe, desejei-te perto
Com as forças do meu querer...
E deixei-me então levar,
sem sequer me controlar
nessa ânsia de prazer.

Estavas longe, fui para perto
Queria-te de qualquer maneira....
Porque ter apenas metade,
me dava tanta saudade,
loucura de te querer inteira...

Estavas longe, tive-te perto
e foi mais do que imaginei...
Pois tudo o que eu preciso
encontrei no teu sorriso,
no momento que te abracei.

Estavas longe, ficámos perto
e eu deixei-me então sonhar....
Era tudo tão bonito
que parecia infinito
o prazer de contigo estar....

Estavas longe, e ali tão perto
dissipou-se a minha ânsia...
Porque ao ter-te desse jeito
tão colada no meu peito
eu percebi a distância.

Estamos longe, estamos perto
o que é que virá depois?
Se te quero, e não tenho,
é enorme o tamanho
da distância entre nós dois.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

AS PALAVRAS .....

As palavras já não dizem, meu amor
tudo o que eu preciso de te dizer.....
É que eu quero contar-te o que me vai no peito...
Quero falar-te e não encontro jeito,
de te explicar o que estou a viver.

As palavras, já são poucas, meu amor
Para tanto que estou a sentir....
É que eu tenho vontade de gritar ao mundo,
que este sentimento é tão profundo,
que nada o conseguirá exprimir.

As palavras, já não chegam, meu amor
para contar o que me vai na alma.....
É que os meus sonhos mais escondidos,
dominaram todos os meus sentidos,
e só a tua presença me acalma.

As palavras, parecem vazias, meu amor
deixaram de por mim, saber falar....
É que eu nem sequer sei se consigo,
nos momentos em que estou contigo,
dizer-te tudo com o meu olhar.

As palavras, são agora silêncio, meu amor
e eu pergunto-me, como te direi....
É que eu não posso mais ficar calado,
quando te abraço ou te tenho ao meu lado
diz-me amor, como farei?

As palavras, já não escrevem, meu amor
os poemas que me dão tanta paz......
É que eu quero dizer-te em poesia,
como é tão grande a minha alegria
de te ter, e não sou capaz.

As palavras, são um vazio, meu amor
são como um caminho sem fim.....
É que elas já nem sequer te explicam,
como é que os meus sentidos ficam
quando chegas perto de mim.

As palavras, não importam, meu amor
pois sei que elas nunca te dirão....
É que palavras, não chegam para dizer,
o que me fazes sentir e viver,
o que me vai no coração.