Não, eu não te prometo,
nem o sol, nem a lua,
nem nada que não possa dar.
Prometo saciar teus desejos,
prometo-te abraços e beijos,
em mil noites de luar.
Não, eu não te prometo,
nem aneis, nem papeis,
nenhum contrato assinado.
Prometo-te ficar contigo,
ser o teu melhor amigo,
e ficar sempre ao teu lado.
Não, eu não te prometo,
Nem ouro, nem quimeras,
nem aquilo que eu não tenho.
Prometo dar-te alegria,
Prometo levar-te na magia
de um amor sem tamanho.
Não, eu não te prometo,
Conseguir parar a chuva,
evitar tempestades e trovões.
Prometo sempre abraçar-te,
amar-te e apoiar-te
em todas as situações.
Não, eu não prometo,
que a vida seja fácil,
que não possa existir dor.
Prometo-te sim, certamente,
renovar constantemente
minha promessa de amor.
Poesia, poemas, contos e prosas. Desabafos e pensamentos, angústias e sentimentos. Um pouco de mim....
Novidade
Brevemente, além de leres poderás ouvir os meus poemas e prosas recitados por mim e com fundo musical.
sábado, 21 de novembro de 2015
PARTIREI...
Levei a vida inteira de malas feitas na mão,
como nómada errante vagueei de lugar em lugar.
Ficava apenas o tempo em que durava a ilusão,
de que alguém me queria o suficiente para eu ficar.
Nessa busca constante e a fugir do passado,
Longo foi o caminho, dura foi a minha viagem.
E de tanto amar e nunca me sentir amado,
reencontrei-me sempre na minha mais pura coragem.
Como um condenado que cumpre ciente sua pena,
aceitei meu destino, sem sequer me queixar.
Como um actor esperava, paciente nova cena,
e voltava sempre ao palco para de novo actuar.
Mas a vida tão dura, que a mim me foi tão cruel,
quase não me dava tempo, para de novo me erguer.
Quando ainda na boca me sabia amargo a fel,
e já vinha outra dor, outro novo sofrer.
Só a fé me erguia para de novo eu caminhar,
apesar do meu cansaço e da tortura na alma.
Precisava de um ombro onde me encostasse a chorar
onde a dor repousasse, quando o corpo se acalma.
Foi o amor que me deu a força e a esperança,
pensando eu que da vida, algo melhor eu mereço.
Carregando na mala o meu sonho de criança,
por pedaços do sonho, paguei caro seu preço.
E hoje parto novamente sem saber onde vou,
sem saber quanto tempo, nem onde pernoitar.
Levo comigo apenas, ao amor que me dou,
empurrões pelas costas que me fazem andar.
E olhando para trás, tudo o que amei e perdi,
são a força da dor com que me encontro e me sei.
Porque a bem ou a mal, eu sempre me ergui,
e de malas na mão de novo eu partirei.
como nómada errante vagueei de lugar em lugar.
Ficava apenas o tempo em que durava a ilusão,
de que alguém me queria o suficiente para eu ficar.
Nessa busca constante e a fugir do passado,
Longo foi o caminho, dura foi a minha viagem.
E de tanto amar e nunca me sentir amado,
reencontrei-me sempre na minha mais pura coragem.
Como um condenado que cumpre ciente sua pena,
aceitei meu destino, sem sequer me queixar.
Como um actor esperava, paciente nova cena,
e voltava sempre ao palco para de novo actuar.
Mas a vida tão dura, que a mim me foi tão cruel,
quase não me dava tempo, para de novo me erguer.
Quando ainda na boca me sabia amargo a fel,
e já vinha outra dor, outro novo sofrer.
Só a fé me erguia para de novo eu caminhar,
apesar do meu cansaço e da tortura na alma.
Precisava de um ombro onde me encostasse a chorar
onde a dor repousasse, quando o corpo se acalma.
Foi o amor que me deu a força e a esperança,
pensando eu que da vida, algo melhor eu mereço.
Carregando na mala o meu sonho de criança,
por pedaços do sonho, paguei caro seu preço.
E hoje parto novamente sem saber onde vou,
sem saber quanto tempo, nem onde pernoitar.
Levo comigo apenas, ao amor que me dou,
empurrões pelas costas que me fazem andar.
E olhando para trás, tudo o que amei e perdi,
são a força da dor com que me encontro e me sei.
Porque a bem ou a mal, eu sempre me ergui,
e de malas na mão de novo eu partirei.
NO TEU SILÊNCIO
No teu silêncio te guardaste,
para ouvir o meu falar.
E em silêncio escondida,
eu percebi-te despida,
apenas no respirar.
No teu silêncio te escondeste
p'ra não dizeres que sim.
E em silêncio, no medo,
te calaste no teu segredo
tentando fugir de mim.
No teu silêncio te ouvi,
e fui lendo o teu pensar.
E em silêncio, eu ouvia,
o meu corpo que dizia,
que te queria abraçar.
No teu silêncio sentiste
teu mundo a ser rasgado.
E em silêncio, meu amor,
queria consolar tua dor,
estar apenas a teu lado.
No teu silêncio me disseste
o que não querias dizer.
E em silêncio, percebi
que afinal tudo o que vi,
tu não querias deixar-me ver.
No teu silêncio ficaste
como que a cumprir castigo.
E em silêncio, tentei dizer
que apenas tens de me ver
como o teu melhor amigo.
No teu silêncio, uma lágrima
que eu não pude enxugar.
E em silêncio, me condenei
ao saber que te magoei,
não te queria fazer chorar.
No teu silêncio, as palavras
já não conseguiam sair.
E em silêncio, eu sentia
a mulher que se escondia
mas eu queria fazer surgir.
No teu silêncio, meu bem
eu acabei ficando triste.
E em silêncio, eu me calei
mas com a certeza eu fiquei
que o amor sublime existe.
para ouvir o meu falar.
E em silêncio escondida,
eu percebi-te despida,
apenas no respirar.
No teu silêncio te escondeste
p'ra não dizeres que sim.
E em silêncio, no medo,
te calaste no teu segredo
tentando fugir de mim.
No teu silêncio te ouvi,
e fui lendo o teu pensar.
E em silêncio, eu ouvia,
o meu corpo que dizia,
que te queria abraçar.
No teu silêncio sentiste
teu mundo a ser rasgado.
E em silêncio, meu amor,
queria consolar tua dor,
estar apenas a teu lado.
No teu silêncio me disseste
o que não querias dizer.
E em silêncio, percebi
que afinal tudo o que vi,
tu não querias deixar-me ver.
No teu silêncio ficaste
como que a cumprir castigo.
E em silêncio, tentei dizer
que apenas tens de me ver
como o teu melhor amigo.
No teu silêncio, uma lágrima
que eu não pude enxugar.
E em silêncio, me condenei
ao saber que te magoei,
não te queria fazer chorar.
No teu silêncio, as palavras
já não conseguiam sair.
E em silêncio, eu sentia
a mulher que se escondia
mas eu queria fazer surgir.
No teu silêncio, meu bem
eu acabei ficando triste.
E em silêncio, eu me calei
mas com a certeza eu fiquei
que o amor sublime existe.
TEMPO DE NÃO AMAR
Há sempre um tempo, há um momento,
em que é preciso parar.
Porque o coração cansado,
de amar e não ser amado,
necessita descansar.
Há sempre um tempo, há um momento,
em que se deve reflectir.
Abandonar toda a bagagem,
e então seguir viagem,
sem saber para onde ir.
Há sempre um tempo, há um momento,
Para curar o corpo ferido.
Olhar todas as opções,
porque existem emoções
que deixaram de ter sentido.
Há sempre um tempo, há um momento
Em que a dor não perdoa.
E se a algo de agarras,
É melhor soltar amarras,
mesmo que a alma te doa.
Há sempre um tempo, há um momento,
De escutar teu raciocínio.
Porque às vezes o coração,
segue apenas a emoção,
segue o sonho e o fascínio.
Há sempre um tempo, há um momento,
de partir e não ficar.
Decidir suportar a dor,
e para viver grande amor,
ter um tempo de não amar.
em que é preciso parar.
Porque o coração cansado,
de amar e não ser amado,
necessita descansar.
Há sempre um tempo, há um momento,
em que se deve reflectir.
Abandonar toda a bagagem,
e então seguir viagem,
sem saber para onde ir.
Há sempre um tempo, há um momento,
Para curar o corpo ferido.
Olhar todas as opções,
porque existem emoções
que deixaram de ter sentido.
Há sempre um tempo, há um momento
Em que a dor não perdoa.
E se a algo de agarras,
É melhor soltar amarras,
mesmo que a alma te doa.
Há sempre um tempo, há um momento,
De escutar teu raciocínio.
Porque às vezes o coração,
segue apenas a emoção,
segue o sonho e o fascínio.
Há sempre um tempo, há um momento,
de partir e não ficar.
Decidir suportar a dor,
e para viver grande amor,
ter um tempo de não amar.
DESEJO QUE...... (poema a dois)
Eu, que me sinto teu,
Desejo que o sol chegue sempre assim sorrindo,
Desejo sentir para sempre o que estou sentindo,
Desejo que o homem que fizeste nascer em mim,
possa permanecer, e crescer, amando-te assim.
Eu, que em parte sou tua,
Desejo que não voltes a sentir-te novamente sozinho.
Desejo viver sentindo eternamente esse teu carinho.
Desejo que a mulher que só tu soubeste ver,
tenha a necessária coragem, para esta viagem, sem se esconder.
Eu, por ti apaixonado,
Desejo que este sentimento nobre assim perdure,
Desejo a tua presença enquanto a minha vida dure.
Desejo que o poeta a quem deste inspiração,
viva dentro de mim nesta gostosa alucinação.
Eu, que sinto tua falta
Desejo que esta metade de mim, a ti se possa dar.
Desejo o teu toque, os teus poemas, o teu falar.
Desejo as sensações que a tua presença me der,
porque me desejo completa, feliz, me desejo mulher.
Eu, tão louco por ti,
Desejo que continues sempre nos meus pensamentos,
Desejo que o tempo não me roube os teus momentos.
Desejo que tudo o resto que separa nossos corações,
sirva para fortalecer ainda mais tão lindas emoções.
Eu, tão confusa em mim,
Desejo que um dia ultrapasse todos os meus medos,
Desejo entregar-me toda e contar-te meus segredos.
Desejo acima de tudo que não saias de minha vida,
quero ter-te perto, num abraço certo, que me dá guarida.
Nós, tão presos os dois
Desejamos que apesar de tudo o mundo não nos separe.
Desejamos que este sentir original nunca mais pare.
Desejamos intensamente deixarmo-nos dar esse prazer,
de nos termos um ao outro, e simplesmente viver.
Desejo que o sol chegue sempre assim sorrindo,
Desejo sentir para sempre o que estou sentindo,
Desejo que o homem que fizeste nascer em mim,
possa permanecer, e crescer, amando-te assim.
Eu, que em parte sou tua,
Desejo que não voltes a sentir-te novamente sozinho.
Desejo viver sentindo eternamente esse teu carinho.
Desejo que a mulher que só tu soubeste ver,
tenha a necessária coragem, para esta viagem, sem se esconder.
Eu, por ti apaixonado,
Desejo que este sentimento nobre assim perdure,
Desejo a tua presença enquanto a minha vida dure.
Desejo que o poeta a quem deste inspiração,
viva dentro de mim nesta gostosa alucinação.
Eu, que sinto tua falta
Desejo que esta metade de mim, a ti se possa dar.
Desejo o teu toque, os teus poemas, o teu falar.
Desejo as sensações que a tua presença me der,
porque me desejo completa, feliz, me desejo mulher.
Eu, tão louco por ti,
Desejo que continues sempre nos meus pensamentos,
Desejo que o tempo não me roube os teus momentos.
Desejo que tudo o resto que separa nossos corações,
sirva para fortalecer ainda mais tão lindas emoções.
Eu, tão confusa em mim,
Desejo que um dia ultrapasse todos os meus medos,
Desejo entregar-me toda e contar-te meus segredos.
Desejo acima de tudo que não saias de minha vida,
quero ter-te perto, num abraço certo, que me dá guarida.
Nós, tão presos os dois
Desejamos que apesar de tudo o mundo não nos separe.
Desejamos que este sentir original nunca mais pare.
Desejamos intensamente deixarmo-nos dar esse prazer,
de nos termos um ao outro, e simplesmente viver.
BOM DIA, MEU AMOR....
Deixa-me dar-te um suave beijo em teu rosto,
Deixa-me sentir-me o sol do teu despertar.
Olho-te sorrindo, estás dormindo, como gosto,
de te ver assim, só para mim, ao acordar.
Deixa-me acariciar teu lindo corpo despido,
Deixa-me com os dedos percorrer tua pele.
Algo me diz, que estás feliz, num amar renascido,
e eu fico louco, sabendo-me a pouco, meu doce mel.
Deixa-me vestir teu corpo sedutor de beijos,
Deixa-me embalar-te em caricias no teu dormir.
No meu abraço, adormeceste o cansaço, e os desejos
que saciamos a dois, momentos depois, voltam a vir.
Deixa-me dar-te uma rosa no café da manhã,
Deixa-me dizer que te amo no teu primeiro olhar.
Como se o dia, fosse pura magia, e o amanhã,
Fosse a vida eterna, nesta forma terna, de tanto amar.
Deixa-me parar o tempo estando a teu lado,
Deixa-me ficar sentindo o teu excitante calor.
Sinto que abraçar-te, sinto que amar-te, é o meu fado
E nessa alegria, dizer-te bom dia, meu grande amor.
Deixa-me sentir-me o sol do teu despertar.
Olho-te sorrindo, estás dormindo, como gosto,
de te ver assim, só para mim, ao acordar.
Deixa-me acariciar teu lindo corpo despido,
Deixa-me com os dedos percorrer tua pele.
Algo me diz, que estás feliz, num amar renascido,
e eu fico louco, sabendo-me a pouco, meu doce mel.
Deixa-me vestir teu corpo sedutor de beijos,
Deixa-me embalar-te em caricias no teu dormir.
No meu abraço, adormeceste o cansaço, e os desejos
que saciamos a dois, momentos depois, voltam a vir.
Deixa-me dar-te uma rosa no café da manhã,
Deixa-me dizer que te amo no teu primeiro olhar.
Como se o dia, fosse pura magia, e o amanhã,
Fosse a vida eterna, nesta forma terna, de tanto amar.
Deixa-me parar o tempo estando a teu lado,
Deixa-me ficar sentindo o teu excitante calor.
Sinto que abraçar-te, sinto que amar-te, é o meu fado
E nessa alegria, dizer-te bom dia, meu grande amor.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
BREVE AMAR ETERNAMENTE
O sol já fugia, terminava o dia,
num copo de vinho e num cigarro,
esperei o teu chegar.
Como é tão grande essa alegria,
de te ver sempre voltar.
Para te aliviar do cansaço,
envolvi-te num abraço,
e assim ficámos, em silêncio,
escutando o luar.
O teu corpo e o meu corpo,
num só corpo unido,
sussurrei-te então ao ouvido,
a dor da minha saudade,
Falei-te de amor,
da minha vontade,
da loucura do meu desejo....
E calei-me num longo beijo,
no calor da tua boca,
como se a vida inteira,
de repente fosse tão pouca,
para te dizer o que sinto,
este amor que por ti tenho,
que me enreda num labirinto,
num sentimento sem tamanho.
E da loucura do beijo,
que parecia não findar,
foi maior ainda o desejo,
e não soubemos parar.
O teu corpo se entregava,
no meu corpo acesa a chama,
o nosso amor se deitava
nos lençois de nossa cama.
Beijei-te então loucamente,
teu corpo inteiro percorri,
como que à procura de ti,
numa ânsia que impele,
tão suave a tua pele,
tão quente o teu suor,
E ao encher-te de carinho
ia dizendo-te baixinho,
mil palavras de amor.
E mais um beijo, mais um sorriso,
e o teu olhar que eu preciso,
para me sentir teu herói,
as tuas mãos me curavam,
duma dor que já não dói.
Num respirar ofegante,
sem nada conseguir dizer
tu amada, eu amante,
voámos a um mundo distante,
tão intenso de prazer.....
Na explosão dos sentidos,
nossos corpos extasiados,
libertaram-se em gemidos,
e depois, já cansados,
olhámo-nos sorrindo,
e em risos abraçados,
adorei ver o teu jeito,
o teu rosto, já colado,
deitado sobre o meu peito...
Deixei-me ficar assim,
como era lindo te ver...
tão calma, tão tranquila
tão feliz a adormecer.
Nessa pura felicidade,
de nós dois e mais ninguém,
Meu amor, minha verdade,
mais do que minha metade,
meu corpo sem ansiedade,
lá adormeceu também.
Passou a noite, nascia o dia,
já vinha o sol a chegar...
E o meu corpo acordava
sem o teu aconchegar....
Perguntei-me então por ti.....
Queria-te no meu despertar....
Foi então que eu percebi,
que a razão de não estares ali,
tinha a ver com o meu sonhar.....
mas tão lindo foi o meu sonho
que eu nem queria acreditar...
E sorri, na breve tristeza,
no aceitar da razão.
Para haver tanta beleza,
meu sonho tem de certeza
muito amor, muita paixão.
Quero dormir novamente...
Para continuar sonhando....
Porque o meu cérebro não mente...
e se é isto que ele sente,
quero amar-te eternamente
e num sonho, te vou amando.
num copo de vinho e num cigarro,
esperei o teu chegar.
Como é tão grande essa alegria,
de te ver sempre voltar.
Para te aliviar do cansaço,
envolvi-te num abraço,
e assim ficámos, em silêncio,
escutando o luar.
O teu corpo e o meu corpo,
num só corpo unido,
sussurrei-te então ao ouvido,
a dor da minha saudade,
Falei-te de amor,
da minha vontade,
da loucura do meu desejo....
E calei-me num longo beijo,
no calor da tua boca,
como se a vida inteira,
de repente fosse tão pouca,
para te dizer o que sinto,
este amor que por ti tenho,
que me enreda num labirinto,
num sentimento sem tamanho.
E da loucura do beijo,
que parecia não findar,
foi maior ainda o desejo,
e não soubemos parar.
O teu corpo se entregava,
no meu corpo acesa a chama,
o nosso amor se deitava
nos lençois de nossa cama.
Beijei-te então loucamente,
teu corpo inteiro percorri,
como que à procura de ti,
numa ânsia que impele,
tão suave a tua pele,
tão quente o teu suor,
E ao encher-te de carinho
ia dizendo-te baixinho,
mil palavras de amor.
E mais um beijo, mais um sorriso,
e o teu olhar que eu preciso,
para me sentir teu herói,
as tuas mãos me curavam,
duma dor que já não dói.
Num respirar ofegante,
sem nada conseguir dizer
tu amada, eu amante,
voámos a um mundo distante,
tão intenso de prazer.....
Na explosão dos sentidos,
nossos corpos extasiados,
libertaram-se em gemidos,
e depois, já cansados,
olhámo-nos sorrindo,
e em risos abraçados,
adorei ver o teu jeito,
o teu rosto, já colado,
deitado sobre o meu peito...
Deixei-me ficar assim,
como era lindo te ver...
tão calma, tão tranquila
tão feliz a adormecer.
Nessa pura felicidade,
de nós dois e mais ninguém,
Meu amor, minha verdade,
mais do que minha metade,
meu corpo sem ansiedade,
lá adormeceu também.
Passou a noite, nascia o dia,
já vinha o sol a chegar...
E o meu corpo acordava
sem o teu aconchegar....
Perguntei-me então por ti.....
Queria-te no meu despertar....
Foi então que eu percebi,
que a razão de não estares ali,
tinha a ver com o meu sonhar.....
mas tão lindo foi o meu sonho
que eu nem queria acreditar...
E sorri, na breve tristeza,
no aceitar da razão.
Para haver tanta beleza,
meu sonho tem de certeza
muito amor, muita paixão.
Quero dormir novamente...
Para continuar sonhando....
Porque o meu cérebro não mente...
e se é isto que ele sente,
quero amar-te eternamente
e num sonho, te vou amando.
Subscrever:
Mensagens (Atom)