Esta nostalgia,
que me cria,
a ondulação do mar.....
Neste vai-vem sem fim,
neste borbulhar,
neste marejar
tal como os dias
que nascem e morrem
dentro de mim.
E as areias, molhadas,
onde se cruzam pegadas,
sem destino, sem direcção,
como perguntas guardadas,
que faço ao meu coração.
E a leve brisa,
que a preceito,
me acaricia o rosto,
e me enche o peito
duma paz que eu gosto.
Procuro-me no azul do mar,
que se confunde com o céu,
e a medo,
em segredo,
procuro quem sou eu.
Escondo a lágrima,
que se diz ser tristeza,
Invento um sorriso,
na minha incerteza,
se quero ou se preciso
ocultar a minha dor
E num gesto impensado
escrevo no chão molhado
o teu nome, com amor.
Poesia, poemas, contos e prosas. Desabafos e pensamentos, angústias e sentimentos. Um pouco de mim....
Novidade
Brevemente, além de leres poderás ouvir os meus poemas e prosas recitados por mim e com fundo musical.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A Roseira do meu Jardim . . .
Uma linda roseira plantei,
bem no meio do meu jardim!
E como sempre a reguei,
do tanto carinho que lhe lhei,
ela deu-me uma rosa a mim.
Esse botão de rosa a florir,
foi razão do meu viver!
Fez-me chorar, e sorrir,
ver essa rosa a abrir,
foi o melhor que pude ver.
Depois veio a tempestade,
e meu jardim se estragou.
E se não ficou saudade,
digo com toda a verdade,
que só minha rosa se salvou.
Num acesso de paixão,
o meu jardim replantei.
Dei por mim, com emoção,
a cuidar de um novo botão,
da roseira que cuidei.
E foi tão maravilhoso,
ver essa rosa desabrochar...
Fiquei do mais orgulhoso,
e ainda mais vaidoso,
com duas rosas para amar.
Estava o jardim mal cuidado,
A roseira a padecer....
Quando reparei espantado,
num botãozinho encarnado,
mesmo prestes a nascer.
Salvei essa nova rosa,
Mas voltou a morrer meu jardim.
E dessa dor horrorosa,
veio a primavera maravilhosa,
e tinha as três rosas para mim.
Como é de vez, à terceira,
nos ditados que o povo diz...
Voltei a podar a roseira,
jardinei de tal maneira,
que no meu jardim fui feliz.
Da primeira rosa nascida,
um espinho então me picou.
Mas nem por isso essa ferida,
a faz ser menos querida,
Por quem sempre tanto a amou.
Como prémio de jardinagem,
recebi então um presente.
Descobri entre a folhagem,
o fruto da minha coragem,
rosinha botão de gente.
Agora fico encantado,
vendo essa rosinha crescer.
Cuido dela noite e dia,
Esperando a alegria,
da hora em que ela nascer.
Pelas quatro rosas nascidas.
Minha roseira, te agradeço.
São de mim as minhas vidas,
as minhas flores mais queridas,
do jardim que eu nem mereço.
Digam então bem ou mal,
Do jardineiro que eu sou.
Porque falar é fácil afinal,
De quem não teve um roseiral,
nem nunca rosas criou.
bem no meio do meu jardim!
E como sempre a reguei,
do tanto carinho que lhe lhei,
ela deu-me uma rosa a mim.
Esse botão de rosa a florir,
foi razão do meu viver!
Fez-me chorar, e sorrir,
ver essa rosa a abrir,
foi o melhor que pude ver.
Depois veio a tempestade,
e meu jardim se estragou.
E se não ficou saudade,
digo com toda a verdade,
que só minha rosa se salvou.
Num acesso de paixão,
o meu jardim replantei.
Dei por mim, com emoção,
a cuidar de um novo botão,
da roseira que cuidei.
E foi tão maravilhoso,
ver essa rosa desabrochar...
Fiquei do mais orgulhoso,
e ainda mais vaidoso,
com duas rosas para amar.
Estava o jardim mal cuidado,
A roseira a padecer....
Quando reparei espantado,
num botãozinho encarnado,
mesmo prestes a nascer.
Salvei essa nova rosa,
Mas voltou a morrer meu jardim.
E dessa dor horrorosa,
veio a primavera maravilhosa,
e tinha as três rosas para mim.
Como é de vez, à terceira,
nos ditados que o povo diz...
Voltei a podar a roseira,
jardinei de tal maneira,
que no meu jardim fui feliz.
Da primeira rosa nascida,
um espinho então me picou.
Mas nem por isso essa ferida,
a faz ser menos querida,
Por quem sempre tanto a amou.
Como prémio de jardinagem,
recebi então um presente.
Descobri entre a folhagem,
o fruto da minha coragem,
rosinha botão de gente.
Agora fico encantado,
vendo essa rosinha crescer.
Cuido dela noite e dia,
Esperando a alegria,
da hora em que ela nascer.
Pelas quatro rosas nascidas.
Minha roseira, te agradeço.
São de mim as minhas vidas,
as minhas flores mais queridas,
do jardim que eu nem mereço.
Digam então bem ou mal,
Do jardineiro que eu sou.
Porque falar é fácil afinal,
De quem não teve um roseiral,
nem nunca rosas criou.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
.... mais uma hora...
O tempo, não espera por mim!
E eu, também não posso esperar!
É que o tempo corre, mas não tem fim,
mas o meu tempo, vai-se esgotar!
Vou atrasar o relógio desta vida,
Nem que seja por uma só hora.
Para adiar a despedida,
do que quero viver agora!
E nessa hora por mim roubada,
ao tempo que a vida me deu,
Serei o sol da madrugada,
do dia que nunca anoiteceu.
Serei o céu, serei o mar,
serei meu eterno desejo!
Mas uma só hora para amar,
é tão pouco para um beijo.
Oh, vida! Sei que devo partir!
Mas na verdade não sei negar...
Que não sei viver a fingir,
nem fingir que posso ficar.
Sou eterna ambiguidade,
Vivendo, sorrindo com dor!
Procurando na saudade,
uma vida só de amor!
E eu, também não posso esperar!
É que o tempo corre, mas não tem fim,
mas o meu tempo, vai-se esgotar!
Vou atrasar o relógio desta vida,
Nem que seja por uma só hora.
Para adiar a despedida,
do que quero viver agora!
E nessa hora por mim roubada,
ao tempo que a vida me deu,
Serei o sol da madrugada,
do dia que nunca anoiteceu.
Serei o céu, serei o mar,
serei meu eterno desejo!
Mas uma só hora para amar,
é tão pouco para um beijo.
Oh, vida! Sei que devo partir!
Mas na verdade não sei negar...
Que não sei viver a fingir,
nem fingir que posso ficar.
Sou eterna ambiguidade,
Vivendo, sorrindo com dor!
Procurando na saudade,
uma vida só de amor!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O outro lado do amor
as encruzilhadas de um amor.
E ama feliz, sem querer saber,
se algum dia irá sofrer,
mas amar também é dor.
Vive-se com tal intensidade,
a loucura dessa ilusão,
Que se esquece, nessa ansiedade,
que o amor de verdade,
é muito mais que paixão.
Passa o tempo nessa ansia,
sem valorizar o momento.
E o não se dar importância,
traz cada vez mais distância,
e mais afastamento.
E se se pensa que os filhos,
fortalecem uma união.
Eles são apenas atilhos,
motivos de mais sarilhos,
que prendem a separação.
Porque ao chegar uma criança,
passamos logo a segundo.
E embora traga esperança,
traz também tanta mudança,
ela passa a ser o mundo.
Vem a falta de paciência,
O cansaço que vem depois...
A rotina, a abstinência,
E do amor vem a carência,
por não haver tempos a dois.
E o que era amor verdadeiro,
começa a ser uma prisão.
É o trabalho, é o dinheiro,
e estar com o companheiro,
passa a ser obrigação.
Vem o desejo da aventura,
Procura-se novo porto de abrigo.
Pensando-se fugir da tortura,
entra-se em nova loucura,
maior será o castigo.
E assim tão facilmente,
Se esquece o prometido.
O que era eternamente,
passa a ser de repente,
algo para ser esquecido.
É que amar é uma ciência!
Que deve crescer como a flor!
Se não fôr regada com paciência,
Se não fôr tratada com coerência,
virá "O outro lado do amor".
sem valorizar o momento.
E o não se dar importância,
traz cada vez mais distância,
e mais afastamento.
E se se pensa que os filhos,
fortalecem uma união.
Eles são apenas atilhos,
motivos de mais sarilhos,
que prendem a separação.
Porque ao chegar uma criança,
passamos logo a segundo.
E embora traga esperança,
traz também tanta mudança,
ela passa a ser o mundo.
Vem a falta de paciência,
O cansaço que vem depois...
A rotina, a abstinência,
E do amor vem a carência,
por não haver tempos a dois.
E o que era amor verdadeiro,
começa a ser uma prisão.
É o trabalho, é o dinheiro,
e estar com o companheiro,
passa a ser obrigação.
Vem o desejo da aventura,
Procura-se novo porto de abrigo.
Pensando-se fugir da tortura,
entra-se em nova loucura,
maior será o castigo.
E assim tão facilmente,
Se esquece o prometido.
O que era eternamente,
passa a ser de repente,
algo para ser esquecido.
É que amar é uma ciência!
Que deve crescer como a flor!
Se não fôr regada com paciência,
Se não fôr tratada com coerência,
virá "O outro lado do amor".
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O teu perfume...
Tão suave, tão gentil,
esse teu beijo em meu rosto,
assim como carícia,
delícia, que eu gosto,
no meu corpo gelado,
os teus lábios em lume,
e fico enlouquecido,
nesse teu perfume,
que me entontece,
que me prende à tua pele,
onde me apetece,
ser abelha no teu mel,
e ficar assim,
nesse doce cansaço,
no repouso do teu abraço,
que se afaga em mim,
sem hora, sem destino,
sentir-me homem, menino,
nesse terno calor,
onde me aconchego,
à procura de amor,
à procura de ti,
para me sentir mais calmo,
eufórico amante,
que por um breve instante,
se deixa petrificar,
quando o teu corpo macio,
se quer afastar,
e deixar-me ao frio,
na noite vazia,
e até nascer o dia,
procuro por ti,
procuro o teu sorriso,
pois apenas preciso,
acalmar este ciúme,
E voltar a ter teu beijo...
Saciar o meu desejo...
sentir de novo o teu perfume.
esse teu beijo em meu rosto,
assim como carícia,
delícia, que eu gosto,
no meu corpo gelado,
os teus lábios em lume,
e fico enlouquecido,
nesse teu perfume,
que me entontece,
que me prende à tua pele,
onde me apetece,
ser abelha no teu mel,
e ficar assim,
nesse doce cansaço,
no repouso do teu abraço,
que se afaga em mim,
sem hora, sem destino,
sentir-me homem, menino,
nesse terno calor,
onde me aconchego,
à procura de amor,
à procura de ti,
para me sentir mais calmo,
eufórico amante,
que por um breve instante,
se deixa petrificar,
quando o teu corpo macio,
se quer afastar,
e deixar-me ao frio,
na noite vazia,
e até nascer o dia,
procuro por ti,
procuro o teu sorriso,
pois apenas preciso,
acalmar este ciúme,
E voltar a ter teu beijo...
Saciar o meu desejo...
sentir de novo o teu perfume.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Desencanto!
Ah!.... Esta chaga que me arde no peito,
que me trespassa a carne e me incendeia a alma...
e que nem a chuva, escorrendo, a preceito,
não tem jeito, não acalma...
não dá tréguas, nem um só dia...
e a vida, desajeitada agonia
que se desperdiça em mim,
Que me rouba todo o desejo,
que me morre num beijo...
Já não sou ousadia, já não sou amante!
Poeta louco, transtornado, delirante,
dos poemas que a vida me fez!
E o que antes era altivez,
é agora meu caminho errante.
Abro os braços e só encontro vazio,
e abraço o céu, cinzento, frio,
como se em mim se deitasse,
e sabendo-me de malas feitas,
o infinito me esperasse...
Já não sinto o sangue correr nas veias....
Já não sinto quase força para me reerguer...
Sou como um lobo de morte ferido,
que uiva pela noite dentro sem sentido,
pressentindo que vai morrer!
Já não tenho onde guardar mais dores....
Já não sei amar mais amores....
Já não sei, amar mais do que amei,
não posso dar mais do que dei,
sem pedir nada para mim...
Resta-me o orgulho de não ter medo do fim!
Que me perdoem os que magoei!
Porque eu já perdoei ao mundo,
por tudo o que sofri!
Como um cisne, meu último canto,
minha lágrima, meu sorriso, meu desencanto,
Já nada faço aqui!
Parto com meus eternos principios,
meus conceitos, meus valores!
Não vou triste, vou satisfeito,
levo no meu peito os meus amores!
E, se alguém, um dia,
Porventura se lembrar de mim,
Que escrevam em meu epitáfio,
"Homem, poeta, amante, do mundo diferente,
que não se encontrando em si como gente,
preferiu ser coerente até ao fim!"
Não espero de ninguém,
nem lágrimas, nem pranto,
seria cinismo a mais!
Prefiro que honrem a voz do meu canto,
Que respeitem o meu desencanto,
nos meus momentos finais!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Amigos... (Coloridos)????
Sabias tu por acaso,
que a amizade tem várias cores?
Deixa-me então que te diga,
que tenho uma certa amiga,
que anda a pintar seus amores!
Ai sem dúvida que é mais fácil,
colorir uma amizade,
Do que dizer ao coração,
para aceitar uma relação,
sem ser amor de verdade!
Vai-se tirando umas lascas....
Dizendo doutra maneira!
Assim, nem se namora,
porque a moda agora,
é amar de brincadeira!
Tem ainda outra vantagem....
Sempre parece menos mal!
Pode-se até ir para a cama,
porque assim ninguém nos chama,
outros nomes afinal....
São os tempos que estão mudados!
Agora são outros valores!
Procura-se viver momentos,
que se lixe os sentimentos,
e essas coisas de amores.
Procuramos sempre desculpa....
Mesmo sem ter razão....
Se não fossem coloridos,
esses casos escondidos,
que diriamos ao coração?
Assim, é mais fácil aceitar,
o fim, uma rejeição.
Vive-se sempre um sorriso,
livres de compromisso,
e de qualquer relação.
Mas no fundo, creio eu,
que se andam a enganar!
Fingem estar a colorir,
o que não aceitam sentir,
por ter medo de amar!
Chamem-lhe então o seu nome!
Entregas por atracção!
E deixem-se dessas pinturas,
que não passam de loucuras,
para iludir a razão!
que a amizade tem várias cores?
Deixa-me então que te diga,
que tenho uma certa amiga,
que anda a pintar seus amores!
Ai sem dúvida que é mais fácil,
colorir uma amizade,
Do que dizer ao coração,
para aceitar uma relação,
sem ser amor de verdade!
Vai-se tirando umas lascas....
Dizendo doutra maneira!
Assim, nem se namora,
porque a moda agora,
é amar de brincadeira!
Tem ainda outra vantagem....
Sempre parece menos mal!
Pode-se até ir para a cama,
porque assim ninguém nos chama,
outros nomes afinal....
São os tempos que estão mudados!
Agora são outros valores!
Procura-se viver momentos,
que se lixe os sentimentos,
e essas coisas de amores.
Procuramos sempre desculpa....
Mesmo sem ter razão....
Se não fossem coloridos,
esses casos escondidos,
que diriamos ao coração?
Assim, é mais fácil aceitar,
o fim, uma rejeição.
Vive-se sempre um sorriso,
livres de compromisso,
e de qualquer relação.
Mas no fundo, creio eu,
que se andam a enganar!
Fingem estar a colorir,
o que não aceitam sentir,
por ter medo de amar!
Chamem-lhe então o seu nome!
Entregas por atracção!
E deixem-se dessas pinturas,
que não passam de loucuras,
para iludir a razão!
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