A porta estava entreaberta,
tu foste entrando, nem te vi entrar...
Era vazio o meu espaço,
mas tu, passo a passo,
num silêncio de um abraço,
ocupaste o teu lugar.
Tentei negar, a evidência,
Quis desculpar, com a ausência,
o que não queria aceitar....
Pensei que era carência,
mas ficou em permanência,
um constante duvidar.
Meu receio, eu confesso,
nem sei até se mereço,
o que tens para me dar.
Acentuou-se a saudade,
e agora sei na verdade,
já não vivo sem te amar.
A porta estava entreaberta,
entraste, ficaste, fizeste-me sorrir.
Quero agora fechar a porta,
pois já apenas me importa,
que tu não queiras sair.
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